Na noite dura e estreita,
Vi um quadro raro,
Um sorriso tão claro,
O quarto invadi;
Um amor que em pintura,
Se transforma em escultura,
E pousei minha loucura,
No encanto de um retrato,
Em ti;
O amor voou clemente,
Mariposa sem partida,
Parei as asas na vida;
Sorri;
Meu coração partiu rumo,
Te achar é o meu sumo,
Prazer de buscar a luz,
Que de tão rara seduz,
Segui;
De tela em tela pousada,
Eu, mariposa apaixonada,
Descobri o amor atômico,
Que em nada é platônico,
Te vi.
Fernanda Valencise

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