busca de um eu profundo,
Profético, abundante;
Procuro e reviro os escombros,
Entre o ide e o ego,
Encerrado em um espelho trincado de lástimas;
Procurando ensimesmar-se,No mais recondito encefalograma do ser,
Disparando a autocrítica,
Descarregando as navalhas,
Rebobinando as fitas;
O labor da regogitofagía mostra o que foi engolido,
Precisando ser polido como um belo diamante,
E os olhos vermelhos,
Cansados do espelho, vêm a luz da ponta da alma,
No reencontrar da calma,
No degladiar da pulsão,
Ser humano, histórico, flamejante,
Vulcão;
Aquilo que se espalha é cinza falha,
Que o vento sopra e leva para longe,
E o que fica? Rita...Lee ou livre,
A arethê dos declives,
O jardim dos amores;
Os tendões viram tenores e a orquestra descansa,
Dança, menina. Dança,
Esquece as tuas dores.
Fernanda Valencise

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