segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Apneia

A música tocava enquanto,
Suavemente caia em pranto,
Uma semente de minha dor;
Da fonte bela,
Água aquarela,
Feichou-se um rio cheio de amor;
E a cidade inteira,
Se revoltou na poeira,
Clamou a tudo que é divino;
De traz pra frente,
Veio a corrente,
E eu,de homem,virei menino;
Agora passa,barquinho,passa,
Que este rio não tem trapaça,
Agora é tudo sem condição;
A cachoeira,a cerejeira,
O amor puro,
Sem solidão;
Nade, criança,
Sem a lembrança,
Apenas seja força vital;
Moleque rindo,
Mar indo e vindo,
Não mais à beira de um temporal.
Fernanda Valencise

3 comentários: