ESCRIVANINHA
Um dia todo cão late,
Quase todo arbusto cresce,
E as nuvens desmaiecem,
A tranca do portão bate;
A criança faz rabisco,
O rabisco vira letra,
A letra vira palavra,
Palavra vira caneta;
Caneta pode virar teclado,
E tela pode virar papel,
De qualquer jeito fica marcado,
Quadro pintado sem ter pincel;
Oficio puro de alma cheia,
Tem quem não goste de se calar,
E mesmo mudo enche a areia,
Desta semente que vai brotar;
Vem passarinho e leva um pouco,
Deixa cair do bico ao chão,
Chove mancinho e leve,solto,
Salta outro broto do coração;
De vez em quando minha fazenda,
Se vê enorme de tanta estrófe,
Vem e me colhe, olhos de renda,
Tece meu mundo que ri e sofre.
Fernanda Valencise
Pararelos que se encontram no emaranhado das letras e que nos chama a exatidão dos atos, na descoberta das letras o nosso eu achando a magia de ser feliz.Muito bom.
ResponderExcluirbonito. :)
ResponderExcluirnossa que lindo esse poema....
ResponderExcluirGrata de coração,Anna.
ResponderExcluirGrata a amiga Carmem e a minha poeta-mãe. Uma frase para resumir tudo: Vocês são importantes em minha estrada escrita.Beijos no coração.
ResponderExcluirSua música é um
ResponderExcluirpatrimônio dos brasileiros.
Abraço vizinha!