sábado, 7 de maio de 2011

MESTRE DA OBRA



Calha de centelha,
Vibra pela telha,
Viga em vão cimento,
Caiando o tormento,
Pregos batem dores,
Muro de amores,
Andaime de gente,
Ferro e corpo ardente,
Brita em carga bruta,
Abraço de gruta,
Aço na areia,
Arrimo na veia,
Caibro de viajem,
Prumo de passagem,
Edifício em flor,
Fez-se erguer o amor.

Fernanda Valencise

LÚCIDO



Me embriaguei no tom
Na cor
No brilho
Descarrilhei o trilho
Sem pensar
Em psiquê
Esta lua
Esta rua
É meu urro
Meu amor
É um sussurro
Só o infinito vê.
Fernanda Valencise